Pesquisa origem e destino 2017

Pesquisa origem e destino de 2017, publicada esta semana, mostra que o movimento nos trens cresceu 55%, e no metrô 53%, nos carros de aplicativos cresceu 76%, e até nos taxis houve crescimento de 24%. Este é o resultado de mais uma pesquisa anual, realizada na cidade de São Paulo. Lá, aos poucos, as pessoas estão deixando os carros na garagem, e se deslocando pelos transportes públicos, uma realidade bem diferente do Rio onde as viagens de trens continuam ruins, e sem atender aos anseios da população.

No Rio se vende a imagem de que transporte público é deficitário, e chegamos ao cumulo, de aceitar a venda de parte do leito ferroviário, para se construir lojas, impedindo o crescimento das linhas de trem. Isso é proibido, pois o leito ferroviário é federal, mas as lojas têm até registro em cartório, um crime que ninguém sabe, e ninguém viu.

Na foto segunda loja construída no leito ferroviário, na Estação de Duque de Caxias, e vai impedir no futuro a volta da terceira linha, para uso de cargas a caminho no porto do Rio. Aí em nome do progresso, o jeito será convencer o povo a ir de ônibus, olha o BRT aí gente!!! Deixando o ramal para os empresários usarem com a carga. Progresso de quem???

E a ALERJ aprova a lei 8210/2018, onde o Estado sem dinheiro assume trechos ferroviários, para revitalizar o turismo. Alguns destes trechos foram abandonados, e por força de um contrato de concessão, deveriam voltar, ao governo federal, em condições de uso. O que não dá para entender é porque assumir este problema, pois bastava colocar na lei uma emenda, onde o Rio cuidaria destes trechos a partir do momento em que eles estiverem recuperados, como determina seu contrato. Ou seja, o Rio assumiu o abandono empresarial, e ajudando-os, ficou com o prejuízo, e se não tiver verba para fazer nada, estes trilhos vão sumir no tempo, sem mexer no bolso das empresas envolvidas. Na verdade, isso atende a Vale, que está vendendo a VLI, para a Mitsui, sua sócia, e que não queria assumir a recuperação das linhas abandonadas.

Aqui o futuro é usar os ônibus, com o custo muitas vezes maior que se fossemos de aplicativo. Viva o enlatado BRT!!! Se fosse um Estado sério, por estar envolvida em diversos escândalos, a Fetransport já teria suas atividades suspensas, mas até 1º de janeiro temos de esperar, orar para não sofrer mais, e sonhar com um futuro melhor.

Carlos Senna Jr

MTB 32447/RJ

carlossennajrjornalista@gmail.com


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