Ferrofrente promove mais uma ação popular.

Até agora, neste mundo ferroviário, conheci poucas pessoas que tivessem a coragem de insistir sem desistir. Uma destas pessoas é o Sr. José Manuel, criador da Ferrofrente, ele leva uma grande vantagem sobre todos, pois tem 3 diplomas, que fazem dele uma pessoa diferenciada na luta pelo trem. É advogado, engenheiro e jornalista, e acima de tudo tem dentro de si o inconformismo com decisões políticas que contrariam a necessidade popular.

Em 2015, eu entrei nesta luta, e se a gente bobear, linhas de trem que hoje levam milhares para o trabalhado, deixarão os passageiros de lado para transportar somente carga. Por isso estou na briga, e só vou deixar depois de conseguir a possibilidade de inclusão de trens de passageiros, e de turismo em toda a malha ferroviária.

Em 2017 eu estive na PGR, era o início das discussões sobre a antecipação das renovações ferroviárias, nela o governo entregava de vez, a empresários, que sucatearam nossa malha ferroviária, e sem um mínimo de responsabilidade social, o pouco que restava de nossas ferrovias, e que foram construídas com dinheiro público. Aliás, só agora, é que vemos um clamor, pedindo respeito, a tudo em que se investiu com o suado dinheiro público.

Levei comigo, uma petição, onde mostrava o erro nas privatizações em 1996. Nada tenho contra se privatizar, todavia é preciso fazer direito. Ao invés de arrendarmos as ferrovias para um operador independente, que permitiria a passagem de trens de todos os tipos, incluindo o trem de passageiros, para arrendamos para transportadoras que só carregam alguns tipos de carga, geralmente são commodities minerais, e presos a esta carga vimos por falta de estradas, toda uma produção de soja se perder na estrada onde os caminhões atolam, sem poder ser levada para outro lado, e colocada num trem para aumentar nossa exportação. Como sempre o País perdeu, mas este foi o início da antecipação das renovações das concessões ferroviárias.

E essa vontade de antecipar dando vantagem para as transportadoras arrendatárias está implícita na Lei 13448/2018 onde o material rodante que serviu para as operadoras crescerem, e foi sucateado, e elas não teriam, conforme estava determinado no contrato inicial, a obrigação de devolver em condições de uso, ou pagar por aquilo que usou e abandonou, fica a suspeita que o material jogado fora, jamais será usado por outra transportadora que estivesse em início de operação, não se deixa um concorrente nascer.

E tem mais detalhes, se você transporta só alguns tipos de carga, algumas das linhas arrendadas não tem utilidade para estas cargas, aí as concessionárias abandonam estas linhas, e elas simplesmente desaparecem, e mais uma vez contrariam o contrato inicial, que previam a devolução com toda a malha em condições de uso. Essas linhas que eles não querem devem ser devolvidas em condições de uso, para que outros possam fazer uso delas, mas o DNIT e ANTT, em alguns casos, permitiram a sua extinção. Hoje o MPF quer que se arrende as ferrovias para um operador independente.

Todo este embrolho aumentou, pois, as arrendatárias queriam que toda a arrecadação de outorga das renovações, mais os pagamentos das multas fossem direcionados para a construção do Ferro Anel de São Paulo. Mais uma vez tenho de dizer, que não tenho nada contra a construção do Ferro Anel, no entanto, tenho de reclamar, pois todos os Estados têm o direito de ter obras que alavanquem seu desenvolvimento, então não dá para aceitar que somente São Paulo seja beneficiado nas renovações.

Esta Lei de renovação das concessões é mais danosa ao Brasil, que a Lei dos portos, e se for fazer uma apuração rigorosa vai levar muita gente para a cadeia. A Ferrofrente entrou com uma ação de inconstitucionalidade no STF, a PGR reconheceu este direito, e entrou com um pedido de ADI, que ainda não foi julgado, no governo passado todos os detalhes do novo contrato ficaram definidos, e serão altamente nocivos ao direito do povo, só que desta vez o atual governo ainda não percebeu, que o que já está acertado é danoso ao País. Com isso a primeira ferrovia que vai a leilão, tem um contrato que não ajuda o País crescer, o Sr. José Manuel, escreveu para o Ministro da Infraestrutura, e como não obteve resposta, entrou como uma ação popular, conforme você pode ler abaixo, na esperança de mudar as coisas.

Relesse da ação popular contesta licitação da Ferrovia Norte-Sul

Para o presidente da Ferrofrente (Frente Nacional pela volta das Ferrovias), José Manoel Ferreira Gonçalves, há vários aspectos que desaconselham o governo a prosseguir com a concessão nos moldes propostos.
Parecer do Ministério Público junto ao TCU diz que edital é “viciado” e favorece a FCA/VLI, empresa de logística da mineradora Vale

Uma ação popular movida pelo engenheiro José Manoel Ferreira Gonçalves questiona a licitação da Ferrovia Norte-Sul, que está marcada para 28 de março e tem sido considerada a primeira grande ação de impacto entre as concessões à iniciativa privada do governo Bolsonaro.

O edital tem lance mínimo de R$ 1,3 bilhão e refere-se ao trecho entre Estrela d’Oeste (SP) a Porto Nacional (TO). A ação se baseia em parecer do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), que aponta favorecimento à FCA/VLI, empresa de logística da mineradora Vale.

“Se concretizado dessa forma, esse leilão será o primeiro grande escândalo econômico do governo Bolsonaro”, afirma José Manoel, que é presidente da Ferrofrente (Frente Nacional pela volta das Ferrovias).
“Estranhamos inicialmente um valor de outorga reduzido em um trecho que já recebeu R$ 16 bilhões de investimento público”, explica ele. “Porém, o principal problema é que o edital, da forma como foi elaborado, privilegia as empresas que já exploram as atuais concessões de ferrovias no Brasil. Seria interessante que a equipe do novo governo pudesse avaliar com mais cuidado as futuras concessões, antes de se decidir pelo atual modelo”, completa.

Recentemente, o Tribunal de Contas da União (TCU) examinou o processo de concessão desse trecho da Norte-Sul e concluiu que não há justificativa para manter o atual modelo monopolista de exploração da ferrovia, sem o livre acesso de outros operadores ferroviários e sem previsão de tráfego de passageiros.

A Ferrovia Norte-Sul é uma das principais linhas de integração do país, explica o consultor e ex-diretor geral da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) Bernardo Figueiredo. O objetivo é que, num futuro próximo, ela ligue Belém ao porto de Rio Grande, no extremo Sul. Todos os estudos apontam para um enorme potencial desse trecho. “É uma ferrovia estratégica, fundamental para um projeto nacional de ferrovias, diante do volume de carga e passageiros que ela poderá transportar em um regime aberto, com a permissão para circulação de todos os tipos de trens”, explica Bernardo. Na sua opinião, a modelagem proposta para a concessão representa um risco para investidores que não sejam os atuais concessionários de ferrovias no país. “Não estão definidas as regras para a circulação de trens nas malhas vizinhas, nem o prazo de manutenção do direito de passagem, o que faz com que a concessão seja atrativa apenas para as duas empresas que já operam nos extremos da Norte-Sul”, completa o consultor. Um sinal dessa condição de direcionamento é o pouco interesse do investidor estrangeiro pelo edital, que, inclusive, não tem versão em inglês.

“Essa concessão da Norte-Sul consolida o monopólio e não garante a interoperabilidade entre concessões, ou seja, a livre circulação de todos os trens nesse trecho da malha ferroviária. A concorrência é salutar, inclusive para diminuir a possibilidade de corrupção”, avalia José Manoel.

“É altamente recomendável que a equipe do governo Bolsonaro avalie com mais cuidado esse edital e outros de ferrovias que não atendam ao interesse público, do contrário passaremos as próximas décadas lamentando que o modal ferroviário não seja melhor aproveitado como transporte no Brasil”, finaliza.

Obs. 1 – Estou em campanha para aumentar minhas inscrições no Youtube o problema todo está que no início eu não ligava para isso, achava que ia te encher o saco pedindo para se inscrever, mas hoje dentro do Youtube, eu preciso disto para ter destaques. No geral, tenho um excelente número de visualizações, de tempo das pessoas assistindo os vídeos, de compartilhamento, das pessoas que marcam gostei, agora de comentários um número razoável, mas de inscritos, um número inexpressivo. Então o jeito foi fazer esta campanha, e se você também precisar avise, que me inscrevo em seu canal. Para se inscrever basta ter uma conta no Gmail. Muito obrigado. https://youtube.com/user/revistaamigosweb

2 – Em dezembro do ano passado criei um grupo no Facebook com o nome Rio de Volta aos Trilhos, com o objetivo de publicar ali algumas notícias ferroviárias, de outros sites, e da grande mídia, que não posso publicar em nosso site. Só que por causa de uma gripe estranha, não fiz a campanha desejada. Convido a todos se quiserem a entrar no grupo, ali vocês poderão acompanhar tudo a que se refere ao mundo ferroviário, com as notícias em geral. https://web.facebook.com/groups/2105320353112313/

Esta semana ao mostrar o site em um grupo de zap, teve gente que estranhou o fato do site não estar pronto, e achar que o Rio de Volta aos Trilhos era uma iniciativa exclusiva. O Rio de Janeiro tem cerca de uns 20 movimentos sociais de apoio ao trem, na criação do site conversei com 12, e bastaram 5 assinarem para eu colocar o movimento Rio de Volta aos Trilhos em um site, como falei acima, uma estranha gripe que ainda não foi embora, me impediu de fazer o trabalho desejado no verão, mas aos poucos tudo vai ficar em dia.

Carlos Senna Jr.
MTB 32447/RJ
carlossennajrjornalista@gmail.com


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